Terra UNA Habitat 2013

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam

 

Apresentação


Habitat foi um projeto de encontros.  O convite inicial partiu de Terra UNA para artistas, arquitetos e alguns moradores da ecovila trabalharem coletivamente, desenvolvendo propostas livres para localidades rurais de Soberbo, Quirinos e Augusto Pestana, bairros do município de Liberdade, MG. Esse foi o primeiro encontro especial: profissionais de diferentes universos de conhecimento e práticas, reunidos em imersão de uma semana em UNA para o desenho coletivo do que seria este projeto. O que realmente vale a pena? Falamos de desejos de mundo, para além dos campos de trabalho, e a vontade de sermos estopim, fagulha para futuros sonhos. Muitas questões surgiram desse primeiro encontro e que foram a base de todo o processo ao longo de 3 meses do Habitat: Como entender a zona rural em relação a ritmo, tempo e códigos? O que de fato é um trabalho colaborativo? Qual seria o tempo ideal das coisas? O que vem a ser Comunidade como conceito? Arte+Arquitetura+Sustentabilidade: possibilidades de promover essa simbiose? Como e porque projetar a ocupação poética de um espaço/local? E foi  partir das dúvidas, que pensamentos foram abertos em grupo: proposições podem não se configurar como soluções finais, sendo o empoderamento comunitário como foco e justificativa de nossas ações.

Da imersão de questões na qual nos colocamos como intento de chegada ao argumento conceitual do projeto, partimos para o segundo encontro especial do Habitat: os moradores que abraçaram nosso desejo de presença nas localidades e deram as diretrizes dos diálogos e propostas realizadas. Rede de trocas de alimentos de produtos locais em Soberbo, Campeonato de Futebol das Montanhas Mágicas em Quirinos e uma festa julina com abertura do Cine-Pestana, na Igrejinha de Augusto Pestana, formam o resultado tangível  das propostas colaborativas das quais o Habitat se pretendia, porém não há nenhum ineditismo local aqui. As comunidades já as praticavam há tempos, cada qual a sua maneira, talvez não pensadas em grupo, mas já eram entendidas como chaves de convivência entre moradores e vizinhos. Assim, ideias, processos, produções, atividades, contatos e conversas se deram de maneira fluida e natural. O projeto Habitat “apenas” instigou a região com sugestões para a reativação de práticas e modos de fazer, sendo os laços relacionais tecidos até aqui, de amizade, admiração e companheirismo, a resposta para a primeira pergunta desta apresentação.